O besouro asiático (Anoplophora glabripennis) é uma praga que infesta florestas de países asiáticos, como a China, Japão, Coréia e na Península da Malásia, onde os inimigos naturais não são efetivos para o seu controle. Ela pode ser transportada e introduzida facilmente em outras regiões por meio de material de embalagem e suporte de mercadorias. 

      A principal preocupação dos órgãos federais que tratam do assunto, como o MAPA,  é com os portos de entrada de produtos importados pelo Brasil. 

      A entrada do inseto pode ser evitada a partir da inspeção rigorosa de mercadorias e materiais com embalagem de madeira. Os hospedeiros preferidos do besouro asiático são espécies como o bordo, o salgueiro, o álamo, o ulmeiro, a falsa acácia ou robínia, a amoreira, a castanheira da China, e o cinamomo. Apesar da maioria dessas espécies serem de arborização urbana, algumas, como o salgueiro e o álamo, têm importância econômica comercial no Brasil. Vários povoamentos florestais como essas espécies estão sendo implantados no país. 

     As larvas do besouro asiático desenvolvem-se, geralmente, em madeira fresca cortada para lenha ou mesmo em árvores. Com o ataque, a árvore pode até morrer. O ataque às árvores urbanas pode, também, acarretar problemas ambientais, pois existem vários exemplares do gênero Populus distribuídos pelo país, em forma de árvores ornamentais, que podem favorecer o estabelecimento e dispersão da praga. Outro aspecto favorável ao estabelecimento do inseto é a existência em todo o país de uma espécie nativa que pode ser atacada pelo besouro, a Salix humboltiana, que distribui-se desde o Amazonas até o Rio Grande do Sul, e que possui grande valor ecológico. 

     Além do mais, há a preocupação que, se esse inseto chegar ao país, poderá adaptar-se a alguma espécie de árvore nativa, provocando danos ecológicos irreparáveis. 

Fonte: SNA