O pombo-doméstico, Columba livia, não é ave nativa brasileira. É originário da Europa, tendo sido trazido para nosso país já domesticado. Soltos, permanecem próximos das habitações humanas, onde podem causar problemas econômicos, de saúde e estéticos, necessitando de medidas de controle.

     Os pombos, ao contrário do que muitos pensam, são considerados grandes pragas urbanas pois:

 

   - Consumo de alimentos em armazéns e fábricas de gêneros alimentícios;

   - Contaminação de alimentos em armazéns e fábricas de gêneros alimentícios (transportam bactérias nos pés);

   - Corrosão de estruturas físicas de edifícios ou equipamentos (ar condicionado) pelas fezes de pombos e danos às pinturas;

   - Acúmulo de sujeira, principalmente fezes, em fachadas de edifícios, marquises, automóveis, monumentos e no chão;

   - Entupimento de calhas e canos de drenagem de água pluvial com penas e excrementos;

   - Barulho à noite, quando se alojam debaixo de telhados, peitoris de janelas, etc;

   - Danos a fiações elétricas ;

  - Transmissão de doenças e piolhos.

   Os pombos são reservatórios de diversos patógenos para o homem: Salmonela (uma bactéria que causa infecção intestinal); Toxoplasma (um protozoário causador da toxoplasmose. Os pombos se contaminam alimentando-se com alimentos contaminados com fezes de gatos. O protozoário se aloja nos músculos do pombo. Os gatos se contaminam comendo os pombos, do mesmo modo que o homem quando come carne de ave mal passada. Deste modo completa-se o ciclo do agente patogênico); Criptococo, Histoplasma (dois fungos que se desenvolvem nas fezes dos pombos. Quando elas secam e viram poeira, podem contaminar as pessoas por via respiratória).